O tratamento da doença celíaca com Biomagnetismo

O tratamento da doença celíaca com Biomagnetismo

Comumente chamada de doença celíaca (também conhecido como enteropatia de glúten, doença celíaca ou intolerância glúten) é uma doença do intestino delgado causada por uma resposta imunológica complexa ao glúten. O glúten é uma proteína de reserva encontrada no trigo e outros cereais, como centeio, cevada e aveia. A doença celíaca provoca uma série de sintomas de fraqueza, mas os afetados podem recuperar totalmente se eles seguirem uma dieta adequada, sem glúten.

Os sintomas clássicos desta doença estão relacionados à má absorção dos alimentos que causa diarréia, cólicas intestinais, inchaço abdominal e desnutrição, causando perda de peso em adultos, inibição do crescimento em crianças, anemia e problemas ósseos, entre outras manifestações.

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Biomagnetismo para intolerância ao glúten

Segundo a pesquisa, uma disfunção em certos órgãos importantes para o processamento de alimentos e geração de enzimas, como fígado e vesícula biliar, poderia estar criando o déficit para processar o glúten. Casos também foram detectados em que a doença tem principalmente uma origem emocional.

Através do Biomagnetismo com a técnica do Par Bio-Magnético, pode-se traçar quais órgãos, glândulas ou situações estão gerando essa intolerância. Como o resto das doenças, também rastreamos se há uma origem emocional da doença, para remover as emoções aprisionadas em direção à superfície, isto é, do subconsciente para o consciente.

Fonte:

http://biomagnetismosaludyvida.com/enfermedades-y-terapias/enfermedad-celiaca-intolerancia-al-gluten/

Bibliografia:

http: //www.euÒc.org/article/es/artid/enfermedad-celiaca-intolerancia-gluten/

Entenda mais sobre a doença celíaca

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O que é a Doença Celíaca?

Também conhecida como Espru Celíaco, Enteropatia glúten-sensível, Enteropatia Glúten-Induzida, Espru Não Tropical e alergia à farinha.

A doença celíaca ocorre quando as células de defesa imunológica agridem as células do organismo, causando um processo inflamatório. É uma inflamação provocada pelo glúten.

Caracterizada pela intolerância ao glúten (proteína encontrada no trigo, no centeio, na cevada, na aveia e no malte), a doença celíaca é crônica, de causa desconhecida e afeta principalmente o intestino delgado.

A doença é mais comum em crianças, mas também ocorre em adultos, de ambos os sexos. Pode afetar qualquer pessoa, no entanto, tende a ser mais comum em pessoas que têm: um membro da família com doença celíaca ou dermatite herpetiforme, Diabetes tipo1, Síndrome de Down ou Síndrome de Turner, Wolliams, Tireoidite autoimune, Colite microscópica (colite linfocítica ou colagenosa), Doença de Addison, Artrite reumatóide, deficiência de IgA seletiva, hepatite autoimune e os familiares de pacientes com DC.

Quais as causas da doença?

A doença celíaca é uma condição crônica, que afeta o intestino delgado de adultos e crianças geneticamente predispostos.

A doença celíaca é uma doença autoimune, ou seja, as próprias células de defesa imunológica agridem as células do organismo, causando um processo inflamatório.

Na doença celíaca, a  inflamação é provocada pelo glúten. Esse processo inflamatório, que no caso ocorre na parede interna do intestino delgado, leva à atrofia da mucosa (vilosidades) intestinais, gerando diminuição da absorção dos nutrientes, sais minerais e água.

A doença celíaca é diferente da sensibilidade ao glúten ou intolerância ao trigo. Se você tem sensibilidade ao glúten, pode ter sintomas semelhantes aos da doença celíaca, como dor abdominal e cansaço. Ao contrário da doença celíaca, a sensibilidade ao glúten não danifica o intestino delgado.

Sua causa precisa, até o momento, é desconhecida, e entende-se que tem forte componente genético, com a presença geneticamente determinada de anticorpos produzidos pelo sistema imunológico contra o glúten.

Em cerca de 80 a 90% dos casos de pessoas celíacas, a resposta inflamatória ao glúten surge porque elas são portadoras do gene HLA-DQ2.5 – ele cria uma proteína de reconhecimento que faz as células T sinalizar que os peptídeos do glúten inofensivos são perigosos.

Existem, entretanto, estudos em andamento, que associam a doença celíaca a um vírus (reovírus), o o que trará novos caminhos para o tratamento da doença.

Os pesquisadores não sabem exatamente o que desencadeia a doença celíaca em pessoas em risco que comem glúten durante um longo período de tempo, mas é possível que isso seja genético. Cerca de 10 a 20% dos parentes próximos de pessoas com doença celíaca também são afetados.

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Quais os sintomas?

No geral, os sintomas como diarréia, prisão de ventre, anemia, sensação de estufamento, flatulência, cólica, dor ou desconforto abdominal, fraqueza, perda ou dificuldade para ganhar peso, queda de cabelo frequente, diminuição do apetite, alterações ou lesões de pele, deficit de crescimento em crianças, infertilidade, inchaço nas pernas, fraqueza nas unhas, queda de pelo, alterações no ciclo menstrual, sinais de desnutrição, irritabilidade, osteoporose, dermatite herpetiforme (pequenas feridas ou bolhas na pele, que coçam), que é uma variante da doença celíaca.

Os sintomas em geral começam na infância. Algumas pessoas com doença celíaca não apresentam sintomas ao diagnóstico. Os sintomas também podem variar muito e são diferentes entre adultos e crianças.

Em crianças com menos de 2 anos de idade, os sinais e sintomas típicos da doença celíaca incluem: vômito, diarréia crônica, barriga inchada, falha em prosperar, pouco apetite, perda de massa muscular.

As crianças mais velhas podem experimentar: diarreia, prisão de ventre, perda de peso, irritabilidade, baixa estatura, puberdade tardia, sintomas neurológicos, incluindo transtorno de déficit de atenção/hiperatividade (TDAH), dificuldades de aprendizagem, dores de cabeça, falta de coordenação muscular e convulsões.

Na fase adulta, muitas vezes os sintomas são mais indefinidos, como dores eventuais.

Outros sintomas da doença celíaca estão relacionados à má absorção de nutrientes, como cansaço, falta de ar, lesões na pele, queda de cabelo, dificuldade de crescimento em crianças, osteoporose e carência de vitaminas. É importante lembrar que algumas pessoas podem ter poucos ou nenhum sintoma.

Fisiopatologia da Doença

O glúten ingerido por indivíduos geneticamente predispostos determina uma resposta inflamatória na mucosa do intestino. A transglutaminase tecidual, presente na mucosa intestinal, retira radicais amina das moléculas de glutamina do glúten transformando-os em ácido glutâmico. Este possui afinidade pelas moléculas DQ2 e DQ8, presentes na superfície de células apresentadoras de antígenos. A formação desse complexo induz alterações fenotípicas em várias células envolvidas na resposta imune, responsável pelas alterações intestinais e sistêmicas da doença. No intestino pode ocorrer a atrofia das vilosidades intestinais e, consequentemente, má-absorção de nutrientes.

A susceptibilidade da DC está fortemente ligada à expressão das moléculas DQ2 e DQ8 do complexo de histocompatibilidade principal na superfície de células apresentadoras de antígenos leucocitários humanos. Recentemente têm sido citados outros marcadores para DC além do DQ2 e DQ8.

O conhecimento da fisiopatologia da DC tem crescido nos últimos anos. Novos conhecimentos dos fenômenos imunes, inflamatórios têm sido importante nos avanços da abordagem da doença.

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Biologia Molecular

A DC está relacionada à presença do antígeno de histocompatibilidade humana (HLA) classe II, codificada pelos genes DQ2 e/ou DQ8 do cromossomo 6, presente em mais de 95% dos pacientes celíacos. Cerca de 90 a 95% dos pacientes com DC possuem a combinação de alelos HLA-DQA1*0501 e HLA-DQB1*0201, na configuração cis ou trans, que codificam o heterodímero DQ2. Os pacientes DQ2 negativos possuem HLA-DQA1*0301 e DQB1*0302, que codificam o heterodímero DQ8. Estes heterodímeros são responsáveis pela apresentação do peptídeo de gliadina (antígeno), que é formado após a ação da enzima tTG, e pelo posterior desencadeamento do processo patogênico da doença. Estudos recentes demonstraram a existência de marcadores genéticos não HLA-DQ2 e DQ8 em pacientes com DC, porém esses genes parecem contribuir para a predisposição genética da doença em graus variados e ainda pouco estabelecidos.

Como é feito o diagnóstico?

Em razão dos seus inúmeros sintomas, a doença celíaca pode levar anos para ser diagnosticada.

Para fechar o diagnóstico de DC é necessário combinar a clínica, a análise laboratorial e histopatologica. Esse diagnóstico pode ser feito através de exames de fezes, exames de imagem e exames sorológicos. Mas os exames mais confiáveis são os que detectam os níveis do anticorpo antitransglutaminase e do anticorpo antiendomísio. A endoscopia com biópsia para retirada de amostras de tecido do intestino delgado também é muito utilizada para a confirmação da doença.

A maneira mais segura de fazer o diagnóstico é realizar a dosagem no sangue dos anticorpos contra o glúten. Outro exame importante é a biópsia do intestino, para verificar se há alterações de inflamação e atrofia das vilosidades.

A determinação do HLA DQ2 e DQ8 é uma ferramenta útil para excluir a DC ou tornar o diagnóstico pouco provável e deve ser solicitado quando o diagnóstico não está bem definido ou em casos em que a biópsia intestinal não será realizada para reforçar o diagnóstico.

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Tipos da Doença Celíaca

A doença celíaca pode ser dividida em três tipos, sendo eles:

Clássica

A doença celíaca clássica é comum na infância, entre o primeiro e terceiro ano de vida, quando se introduz alimentação à base de papinha de pão, sopinhas de macarrão e bolachas, entre outros industrializados com cereais proibidos.

Caracteriza-se pela diarréia crônica, desnutrição com déficit do crescimento, anemia ferropriva não curável, emagrecimento e falta de apetite, distensão abdominal (barriga inchada), vômitos, dor abdominal, osteoporose, esterilidade, abortos de repetição, glúteos atrofiados, pernas e braços finos, apatia, desnutrição aguda que podem levar o paciente à morte na falta de diagnóstico e tratamento.

Não Clássica

Esse tipo é caracterizado por apresentar poucos sintomas e aqueles gastrintestinais são discretos. Ocorre, por exemplo, anemia resistente a reposição de ferro, irritabilidade, fadiga, pouco ganho de peso e estatura, obstipação crônica, manchas no esmalte dos dentes, esterilidade e osteoporose antes da menopausa.

Assintomática

Nestes casos não há manifestação aparente. E apenas com pesquisa de anticorpos em familiares de primeiro grau, se faz o diagnóstico. A doença assintomática se não tratada pode evoluir com complicações como o câncer do intestino, anemia, osteoporose, abortos de repetição e esterilidade.

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Tratamento da Doença

O principal tratamento é a dieta com total ausência de glúten; quando a proteína é excluída da alimentação os sintomas desaparecem. Após 1 ou 2 semanas do início da dieta, os sintomas desaparecem na maioria das pessoas. Geralmente de 6 a 12 meses depois, as paredes do intestino se recuperam totalmente. Nas crianças, o crescimento volta ao normal.

A maior dificuldade para os pacientes é conviver com as restrições impostas pelos novos hábitos alimentares.

A doença celíaca até o momento não tem cura identoficada, por isso, a dieta deve ser seguida rigorosamente pelo resto da vida.

Riscos ou complicações da Doença 

A falta de tratamento da doença pode causar o surgimento de tumores no intestino oulinfoma. É importante que os celíacos fiquem atentos à possibilidade de desenvolver câncer de intestino e a ter problemas de infertilidade.

Há relatos da doença descritos na Grécia Antiga por Areteu da Capadócia e no século XIX, por um médico chamado Mathew Baillie. Naquele período, as pessoas ficavam desnutridas e acabavam falecendo pelas complicações da desnutrição.

As principais complicações da doença são:

Desnutrição: O dano ao seu intestino delgado significa que ele não pode absorver nutrientes suficientes. A desnutrição pode levar a anemia e perda de peso. Em crianças, a desnutrição pode causar crescimento lento e baixa estatura

Perda de cálcio e densidade óssea: A má absorção de cálcio e vitamina D pode levar a um amolecimento do osso (osteomalácia ou raquitismo) em crianças e perda de densidade óssea (osteoporose) em adultos

Infertilidade e aborto: A má absorção de cálcio e vitamina D pode contribuir para problemas reprodutivos

Intolerância a lactose: Danos ao intestino delgado podem causar dor abdominal e diarréia após a ingestão de laticínios que contêm lactose, mesmo que eles não contenham glúten. Uma vez que seu intestino tenha cicatrizado, você poderá tolerar os produtos lácteos novamente. No entanto, algumas pessoas continuam a ter intolerância à lactose, apesar do tratamento bem sucedido da doença celíaca

Câncer: Pessoas com doença celíaca que não mantêm uma dieta isenta de glúten têm um risco maior de desenvolver várias formas de câncer, incluindo linfoma intestinal e câncer de intestino delgado

Problemas neurológicos: Algumas pessoas com doença celíaca podem desenvolver problemas neurológicos, como convulsões ou neuropatia periférica (doença dos nervos que levam às mãos e pés).

Em crianças, a doença celíaca também pode levar à falta de desenvolvimento, puberdade atrasada, perda de peso, irritabilidade e defeitos do esmalte dentário, anemia, artrite e epilepsia.

 

 

Fontes:

Dr Drauzio Varella – https://drauziovarella.uol.com.br/alimentacao/doenca-celiaca-como-diagnosticar-e-tratar/

Dr. Matheus Freitas Cardoso de Azevedo Gastroenterologia – CRM 131006/SP – https://www.minhavida.com.br/saude/temas/doenca-celiaca

Paula Louredo – Graduada em Biologia – https://brasilescola.uol.com.br/doencas/doenca-celiaca.htm

Revista Médica de MG – http://rmmg.org/artigo/detalhes/622

Romain Bouziat, Judy J. Brown, Mine Ikizler, Bana Jabri et Al. “Reovirus infection triggers inflammatory responses to dietary antigens and development of celiac disease”. SCIENCE07 APR 2017: 44-50.

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